terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

MEME*

Demorei, mas me rendi. Achei divertido pensar em 25 coisas sobre a minha singela pessoinha. Lá vai:

1)  O dia em que eu nasci é o inverso do ano em que eu nasci: 28/10/82. E a soma dos dígitos dos dois, separadamente, é igual ao meu mês de nascimento (10). Sacou? Sou predestinada a alguma coisa que ainda não descobri.

2) Nasci em Pelotas e depois que saí de lá, há quase 17 anos, só morei em Porto Alegre. Nunca viajei para fora do país, mal saí do Rio Grande do Sul, e não tenho absolutamente nenhum problema com isso.

3) Adoro jantar/almoçar fora. É só convidar, que eu vou.

4) Sempre odiei meus olhos por serem muito grandes. Tinha pavor de descrições como “olhos de peixe-morto” ou coisas do tipo. Achava muito injusto não existirem cirurgias de correção para o tamanho dos olhos, como existiam para as orelhas de abano e para o nariz, por exemplo. Aí veio a Ângela Bismarchi com a sua “orientalização” para o carnaval e eu entendi o motivo de não ser uma prática corrente. Hoje, eu até convivo bem com eles.

5) Desde a 6ª série, figuro sempre entre as mais altas das turmas (todas elas: colégio, amigas, rua, faculdade, etc). Restringe bastante as possibilidades disponíveis no universo masculino.

6) Quando a minha médica me pediu para optar entre a cesariana (“40 minutos e tudo pronto”) e o parto normal (“pode demorar umas doze horas”), eu pensei no Solon e decidi que ele não venceria a discussão. Fiz parto normal. Quem acompanhou a polêmica, sabe do que eu estou falando.

7) Na minha família, as pessoas discutem muito o tempo todo, se xingam de coisas horríveis e cinco minutos depois voltam a conviver e conversar normalmente. Não sou muito diferente.

8) Sou filha única e nunca tive nenhum problema com isso. Sou pouco mimada perto do que poderia ser e não apresentei os ditos problemas típicos da nossa classe.

9) Quando eu tinha sete anos, caí na caixa d’água da minha casa. Era inverno e a temperatura era de uns 10°C. Minha amiga foi me ajudar a sair e caiu também. Sobrevivemos.

10) Sempre fui boa em inventar pequenas histórias (ta, sempre menti bem). Ano passado, descobri que é genético. Minha mãe contou que meu pai afirmava que era do SNI e chegava a ir a cidades nas redondezas de Pelotas para ligar para ela, dizendo que estava numa missão secreta. Uma vez, caíram torres de energia na região exatamente num dia que meu pai estava numa dessas “viagens”. Fazia parte de uma missão, segundo ele.

11) Minha história de vida, contada assim, rapidinho, poderia soar um tanto problemática. Ainda estou procurando os possíveis traumas. Felizmente, não estou encontrando.

12) Adoro ficar sozinha, fazendo absolutamente nada. A propósito, acho uma bobagem o clube do nadismo (desculpaê).

13) Houve uma época em que eu me incomodava quando diziam que eu só gosto do que é pop. Faz tempo que isso não é um problema. Sim, adoro BBB, comédia romântica de Hollywood, Britney Spears, Justin Timberlake e companhia. Mas eu gosto do pop chique, não do popular/suburbano.

14) É muito fácil me fazer rir. Eventualmente, eu gargalho até por solidariedade à piada ruim.

15) Sou carente demais e minha auto-estima é muito instável. Tenho certeza que isso incomoda as pessoas. Aliás, seguidamente eu pergunto se estou incomodando. Também costumo achar que as pessoas não gostam de mim. Ah sim, e SEMPRE peço desculpas.

16) Comecei a fazer dança no ano passado (contemporânea e jazz). Decidi ser bailarina.

17) Falo mal de quem eu não gosto e de quem faz sacanagem comigo. Sempre que dá vontade.

18) Não tenho nenhuma dificuldade em desculpar as pessoas, por mais grave que tenha sido a cagada. Meu erro é esperar que os outros sejam assim também.

19) Namorei 75% do tempo em que estive na Fabico. Quando acabei o namoro, resolvi que era hora de “passar o rodo”. Tracei objetivos e metas. Quando cheguei na segunda pegada, casei e tive uma filha.

20) Não gosto de pensar que a gente só vai envelhecer e que eu nunca mais vou ter 20 anos de novo. Sempre que penso nisso, mudo de “pensamento” na hora.

21) Tenho oito tatuagens, razoavelmente pequenas. A cada uma delas, minha mãe repetiu: “não entendo esta tua necessidade de tatuar o corpo”. Ela é psicóloga.

22) Sempre associei os nomes a beleza/simpatia das pessoas. A filha de uma grande amiga da minha mãe se chamava Julia e eu a achava muito feia quando era criança (eu, não ela). Minha filha se chama Julia. Estou torcendo para que o bem triunfe.

23) Gosto muito das pessoas, me apaixono por amigos e conhecidos o tempo todo. Adoro estar perto e ficar junto.

24) Antes de decidir pelo jornalismo, a única carreira que eu pensei em seguir foi a de atriz. Fiz cinco anos de teatro e um curso da Andrea Mognon para a Oficina de Atores da Globo. Meu auge foi a encenação de uma peça de Shakespeare no Teatro São Pedro em 1996. Eu era um artesão chamado Pedro Pinho.

25) Eu falo muito. A maior parte do tempo. Mas não me importo de me pedirem para falar menos. Na verdade, só se for a minha mãe pedindo. Aí eu fico de bico.

*Adouro este nome.

5 comentários:

EGS disse...

"19) Namorei 75% do tempo em que estive na Fabico. Quando acabei o namoro, resolvi que era hora de “passar o rodo”. Tracei objetivos e metas. Quando cheguei na segunda pegada, casei e tive uma filha."

MUITO parecido aqui. No meu caso foi a primeira pegada mesmo, mas o filho so deve vir daqui a um par de anos.

Vavo disse...

belo ranking, VAVO.

Anna Martha disse...

EGS: fiquei feliz ao saber que vocês não são do tipo que adiarão para sempre a fabricação de bebês.

Vavo: não é um ranking, é uma lista. :P A propósito, achei que tu ficaria orgulhoso do primeiro item.

Cagado disse...

teu pai é o cara. espero que tua mãe não tenha acreditado nele.

Anna Martha disse...

Cagado, amor meu: minha mãe não acreditava e isso fazia com que meu pai comentasse com meu tio "tua irmã é a mulher mais inteligente que eu conheço, ela encontra todos os furos das minhas histórias". Espero ter herdado a inteligência dela também. :P