terça-feira, 9 de junho de 2009

Fácil, extremamente fácil

Ouvi uma vez que o Rogério Flausino compôs esta música para o pai dele. Consta que o velho sempre reclamava das letras difíceis das canções da banda de seu rebento. Parece que o Flausino "adotou pra vida" os versos simples demais. Mas, ok. Adiante.

Recebi hoje a observação do dindão a respeito das minhas manifestações internéticas, que estariam cifradas por demais, e resolvi fazer um post fácil, extremamente fácil. Segue:

"Ontem, meu dia foi um atraso eterno. Começou com a reunião que deveria iniciar às 11h30, passou para às 12h e só deu o start efetivo às 13h30. Me liberei da função às 16h15, quando não dava mais tempo de levar a Julia na aula de dança. Graças à minha mãe, a gorda pode saltitar no Laboratório da Dança. Saltitou tanto que esqueceu-se de pedir para fazer xixi a tempo. Nas palavras da própria fofucha "mijou-se". Não havia roupa disponível na bolsa do ballet, logo tivemos um momento ESTRESSANTE, já que os itens emprestados pela escola eram coloridos, e não COR-DE-ROSA. Ok, momento de loucura vencido, busquei o Filipe e deixei os dois em casa. 

Olhei para o tanquinho piscante no painel do carro e pensei 'dá para abastecer na volta da aula'. Voltei para o escritório, fiz tudo o que tinha que fazer e, atrasada, saí rumo à Perestróika. Cantava empolgada 'Nem se atreva a me dizer do que é feito o samba..' quando, no meio da lomba da Arthur Rocha, o carro se morrió. SORTE que era uma lomba mesmo e deu para estacionar direitinho de ré.

Nessas horas, sem modéstia, fico impressionada com a minha praticidade. Parei, olhei para o painel por três segundos, juntei meus cacarecos, tranquei o carro, ignorei a cantada do LIXEIRO e me pus a subir a rua. Liguei para o Filipe e disse mais ou menos assim: resolve. Não havia dinheiro para táxis e afins e não valia perder a aula para apenas TENTAR resolver.

Me perdi um pouco nas andanças da Anita, Tito Lívio, Carlos Trein Filho, mas cheguei. Tudo isso para me deparar com o Felipe Anghinoni vestido de Branca de Neve e totalmente disposto a quebrar meu cérebro com exercícios de lógica. Enfim, venci o dia e fui dormir quentinha nos braços do meu herói preferido, o Maia."

Tá bom assim, Godri?

Pergunto porque amanhã vou postar aqui um dos exercícios que o Anghinoni passou e talvez seja meio confuso.

7 comentários:

Cris H. disse...

Adorei o post, fiquei só imaginando a função toda. E adorei também teu jeito prático de ser, eu acho q teria um ataque neuuvoso se o carro parasse no meio de uma lomba! Viva Filipe Maia! Salvou a pátria!

Bjocas
ah, só queria deixar registrado: eu sou brasileira, não desisto nunca e quero meu post-homenagem (é, sou cara dura tb..huhuhu..).

deysi disse...

Te admiro. Eu já teria sentado no meio-fio, xingado meio mundo e depois, cho0rado muito!

Joelma disse...

fiquei tonta.

eu queria ser prática como tu. na primeira mijada da Júlia, eu ia sentar on meio fio. e chorar.

sophia disse...

exato, todo mundo quer ser q nem tu qdo crescer! e depois tu acha q admiravel é rir da propria desgraça qdo quebra-se um dente...

Rodrigo Muzell disse...

Tá bom assim, sim. Quer dizer, melhor seria não ter ficado sem gasolina no carro, mas isso a gente trabalha na próxima sessão.

caren mello disse...

Taí. Curti.

Anna Martha disse...

ai, gente, assim eu enrubesço de vergonha. :P