Quem não tem paciência para interpretações e análises, por favor, pare por aqui. Juro que estava sóbria quando cheguei à conclusão que explicarei abaixo.
Então, como disse certa vez meu digníssimo esposo, uma coisa que me deixa com medo e apreensiva é a passagem dos anos. Não é exatamente um medo de envelhecer e tals, mas sim um desconforto em saber que é definitivo e não dá para voltar. Algo que me parece inacreditável: eu nunca mais vou ter 17 anos de novo. NUNCA MAIS. Sacou? Parece óbvio, e é, mas pensar sobre o assunto me assusta um muito.
Então, pensando sobre isso durante a minha última sessão de tatuagem ( no dia 23), veio a luz. O que me leva, desde os 15 anos, a tatuar de tempo em tempo, quase que anualmente, o meu corpo (@toniaduarte)?
A tatuagem, mais naquele tempo do que hoje, tem um caráter definitivo. Tipo, NÃO DÁ pra voltar atrás. Tatuou? Fodeu? Ficará ali para sempre. Ok, tem procedimentos atualmente, que devem evoluir até retirarem com perfeição todas as marcas? Beleza. Também acredito que conseguirão criar a máquina do tempo ou que o Super Homem vai fazer a Terra girar ao contrário para voltarmos uns aninhos.
Finalizando. Mãe, talvez a minha necessidade de tatuar o corpo seja uma tentativa de lidar melhor com o definitivo, com caminhos sem volta, tais como o tempo. É um conselho que amigos em crise sempre ouvem de mim: nada é definitivo, não temos como controlar o ponto final das coisas.
E é verdade, não encaro nada como uma "decisão definitiva", menos as tatuagens e a Julia. Os desenhos escolhidos por mim talvez também sejam uma forma de lembrar dos meus 15, 16, 18, 19, 20, 22, 26, 27 e sabe-se lá quais mais eu vou resolver marcar dessa forma. Mas prometo não ficar assim:

1 comentários:
good point. eu gosto de olhar pra elas (tatuagens) e lembrar de como eu era e de como era a minha vida quando as fiz... um pouco nostalgico, mas faz sentido pra mim!
ah, gostei o novo visual do blog.
beijoca
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