sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Para a Julia, quando aprender a ler

Obrigada, minha florzinha, por cada sorriso, cada abraço, cada beijo gostoso que eu recebi de ti até hoje. Obrigada por me fazer quase explodir de felicidade a cada descoberta tua e quase chorar te vendo ser tão bonita e tão fofa. Obrigada por ser a coisa mais linda da minha vida e fazer com que eu tenha certeza que acertei pelo menos uma vez até agora. Obrigada por ser motivo de orgulho e me fazer dispensar qualquer indício de modéstia toda vez que alguém se comove com o absurdo de maravilhas que tu és. Obrigada por ser mandona, debochada, falante, elétrica, esperta e sapeca. Obrigada por me ensinar a enxergar numa miniatura de gente minhas qualidades e minhas falhas.

Obrigada por ser Cinderela, Alex, Branca de Neve, Eva, Nala ou Simba. Por inventar histórias e letras de músicas. Por cantar e falar o tempo todo. Por me tirar do sério. Por saber quem é a Britney e cantar Gimme More sem eu ter ensinado. Por debochar dos meus sustos com baratas. Por me chamar de Mamãe Anna Mata. Por pedir para ver a novela e reconhecer o Big Brother só pelo robozinho. Por adorar Simpsons e Monstros S.A. Por ser uma fotógrafa em potencial. Por falar igual ao Cebolinha. Por tocar violão melhor que eu. Por ser tão pequena e já tão corajosa. Por ser amorosa e carinhosa com todos. Por beijar, abraçar e gostar das pessoas. Por ser tão alegre e simpática. E especialmente por preencher cada espaço vazio da minha vida e me mostrar que qualquer problema é menor perto da felicidade que é te ter por perto.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Opa, opa

Voltei da praia e esqueci de passar aqui. Aos invejosos, sim, estava ótimo. Só nublou no nosso último dia - o que, confesso, me deu um certo alívio, porque aí pude dormir sem culpa o dia todo.

Fora o engarrafamento entre Tubarão e Laguna e as nove horas da viagem de ida, com a pobre Julia implorando por água, Gamboa cumpriu com o prometido e nos forneceu sol, mar, camarão e descanso.

Mas, entretanto, todavia, contudo, o que eu queria contar mesmo, que foi o mais marcante da função toda é que eu descobri que ainda existem conchas! Sim, as conchinhas do mar. Juro que achei que o superaquecimento, o degelo das calotas polares, o El Niño e o mundo capitalista tinham acabado com elas. E isso me deixava triste, principalmente porque sempre foi um dos passatempos preferidos da minha avó. Sim, a casa dela é cheia de conchas, conchinhas e conchões, e eu passei boa parte da minha infância escutando o mar nelas. Enfim, para a minha alegria, descobri que praias como a Gamboa ainda guardam milhares destes mimos do mar. 

Ah sim, a segunda coisa mais marcante foi a infinidade de pitangueiras nos fundos da casa do Tiago - sede do Bloco do Bigode (fotos na semana que vem). Agi como uma psicopata na busca da pitanga mais vermelha. Certeza que fui a melhor colhedora de pitangas do Carnaval.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Memeando enlouquecidamente

Dias de verão, calor sufocante em Porto Alegre, véspera de Carnaval e um quase tédio por aqui. Roubei descaradamente este meminho do blog de um cara .

Na última semana:
Beijou na boca? Sim.
Chorou? Sim.
Escreveu uma carta? Talvez.
Cortou o cabelo? Não.
Usou gravata? Não.
Abraçou alguém? Sim.
Falou com o seu amor? Sim.
Se sentiu estúpido? Sim.
Teve uma conversa séria? Sim.
Brigou com alguem? Sim.
Riu até chorar? Não.
Dormiu fora? Não.
Foi ao teatro ou cinema? Sim.
Viu alguém que não via há muito tempo? Não.
Teve medo? Provavelmente.
Sentiu falta de alguem? Sim.
Foi a uma festa? Sim.
Mentiu? Com certeza.
Foi dar uma andada? Sim.
Teve um pesadelo? Sim.
Acordou muito cedo? Sim.
Dançou? Não.
Se apaixonou? Sim.
Se sentiu feliz? Sim.
Se sentiu triste? Sim.
Fez um desejo às estrelas? Errr, não.

Nos últimos dias:
O que sobra? Calor.
O que falta? Praia.
O que marcou? Meu carro novoooooo.
Leu algum livro? Sim.

Agora:
Está usando que roupa? Blusa rosa com babadinhos e rendinhas, bermuda preta e sapatilha/chinelo da Melissa.
Está Triste/Feliz? Um pouco triste.
Está Nervoso/Calmo? Calma, quase entediada.
Como está o tempo? Úmido, quente e chuvoso. Porto Alegre.
Está teclando com alguém? Não.
Está cheio de escrever? Não.
Está em algum blog? No meu. E no do cara lá de cima.
Está ouvindo alguma musica? Não. Ouvindo Rádio Gaúcha contra a minha vontade.
Está sozinho(a)? Sim.
O que está sentindo? Fome.
Como está sendo o seu dia? OK.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

MEME*

Demorei, mas me rendi. Achei divertido pensar em 25 coisas sobre a minha singela pessoinha. Lá vai:

1)  O dia em que eu nasci é o inverso do ano em que eu nasci: 28/10/82. E a soma dos dígitos dos dois, separadamente, é igual ao meu mês de nascimento (10). Sacou? Sou predestinada a alguma coisa que ainda não descobri.

2) Nasci em Pelotas e depois que saí de lá, há quase 17 anos, só morei em Porto Alegre. Nunca viajei para fora do país, mal saí do Rio Grande do Sul, e não tenho absolutamente nenhum problema com isso.

3) Adoro jantar/almoçar fora. É só convidar, que eu vou.

4) Sempre odiei meus olhos por serem muito grandes. Tinha pavor de descrições como “olhos de peixe-morto” ou coisas do tipo. Achava muito injusto não existirem cirurgias de correção para o tamanho dos olhos, como existiam para as orelhas de abano e para o nariz, por exemplo. Aí veio a Ângela Bismarchi com a sua “orientalização” para o carnaval e eu entendi o motivo de não ser uma prática corrente. Hoje, eu até convivo bem com eles.

5) Desde a 6ª série, figuro sempre entre as mais altas das turmas (todas elas: colégio, amigas, rua, faculdade, etc). Restringe bastante as possibilidades disponíveis no universo masculino.

6) Quando a minha médica me pediu para optar entre a cesariana (“40 minutos e tudo pronto”) e o parto normal (“pode demorar umas doze horas”), eu pensei no Solon e decidi que ele não venceria a discussão. Fiz parto normal. Quem acompanhou a polêmica, sabe do que eu estou falando.

7) Na minha família, as pessoas discutem muito o tempo todo, se xingam de coisas horríveis e cinco minutos depois voltam a conviver e conversar normalmente. Não sou muito diferente.

8) Sou filha única e nunca tive nenhum problema com isso. Sou pouco mimada perto do que poderia ser e não apresentei os ditos problemas típicos da nossa classe.

9) Quando eu tinha sete anos, caí na caixa d’água da minha casa. Era inverno e a temperatura era de uns 10°C. Minha amiga foi me ajudar a sair e caiu também. Sobrevivemos.

10) Sempre fui boa em inventar pequenas histórias (ta, sempre menti bem). Ano passado, descobri que é genético. Minha mãe contou que meu pai afirmava que era do SNI e chegava a ir a cidades nas redondezas de Pelotas para ligar para ela, dizendo que estava numa missão secreta. Uma vez, caíram torres de energia na região exatamente num dia que meu pai estava numa dessas “viagens”. Fazia parte de uma missão, segundo ele.

11) Minha história de vida, contada assim, rapidinho, poderia soar um tanto problemática. Ainda estou procurando os possíveis traumas. Felizmente, não estou encontrando.

12) Adoro ficar sozinha, fazendo absolutamente nada. A propósito, acho uma bobagem o clube do nadismo (desculpaê).

13) Houve uma época em que eu me incomodava quando diziam que eu só gosto do que é pop. Faz tempo que isso não é um problema. Sim, adoro BBB, comédia romântica de Hollywood, Britney Spears, Justin Timberlake e companhia. Mas eu gosto do pop chique, não do popular/suburbano.

14) É muito fácil me fazer rir. Eventualmente, eu gargalho até por solidariedade à piada ruim.

15) Sou carente demais e minha auto-estima é muito instável. Tenho certeza que isso incomoda as pessoas. Aliás, seguidamente eu pergunto se estou incomodando. Também costumo achar que as pessoas não gostam de mim. Ah sim, e SEMPRE peço desculpas.

16) Comecei a fazer dança no ano passado (contemporânea e jazz). Decidi ser bailarina.

17) Falo mal de quem eu não gosto e de quem faz sacanagem comigo. Sempre que dá vontade.

18) Não tenho nenhuma dificuldade em desculpar as pessoas, por mais grave que tenha sido a cagada. Meu erro é esperar que os outros sejam assim também.

19) Namorei 75% do tempo em que estive na Fabico. Quando acabei o namoro, resolvi que era hora de “passar o rodo”. Tracei objetivos e metas. Quando cheguei na segunda pegada, casei e tive uma filha.

20) Não gosto de pensar que a gente só vai envelhecer e que eu nunca mais vou ter 20 anos de novo. Sempre que penso nisso, mudo de “pensamento” na hora.

21) Tenho oito tatuagens, razoavelmente pequenas. A cada uma delas, minha mãe repetiu: “não entendo esta tua necessidade de tatuar o corpo”. Ela é psicóloga.

22) Sempre associei os nomes a beleza/simpatia das pessoas. A filha de uma grande amiga da minha mãe se chamava Julia e eu a achava muito feia quando era criança (eu, não ela). Minha filha se chama Julia. Estou torcendo para que o bem triunfe.

23) Gosto muito das pessoas, me apaixono por amigos e conhecidos o tempo todo. Adoro estar perto e ficar junto.

24) Antes de decidir pelo jornalismo, a única carreira que eu pensei em seguir foi a de atriz. Fiz cinco anos de teatro e um curso da Andrea Mognon para a Oficina de Atores da Globo. Meu auge foi a encenação de uma peça de Shakespeare no Teatro São Pedro em 1996. Eu era um artesão chamado Pedro Pinho.

25) Eu falo muito. A maior parte do tempo. Mas não me importo de me pedirem para falar menos. Na verdade, só se for a minha mãe pedindo. Aí eu fico de bico.

*Adouro este nome.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Homenagem às balzacas

Então que o Filipe, com a minha intensa colaboração, resolveu que todas as suas amigas ganharão uma camiseta com o escrito abaixo por ocasião das comemorações dos seus 30 anos de vida:
















Explico: uma grande amiga minha, na sua festa de aniversário, no ano passado, soprou as 30 velinhas de uma torta com a inscrição acima, encomendada com muito carinho por sua mãe. O Filipe A-DO-ROU e adotou para a vida. Para a vida das amigas, principalmente.

A primeira presenteada foi a Isabel, no último sábado. Ficamos devendo para a Tica e para a Clarissinha. Quem aniversariou antes da idéia, teve sorte. Ou azar, porque eu vou querer a minha camiseta CERTO.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Sem orelhas

Sim, agora que já passou a euforia (tá, demorei foi para baixar as fotos), posso me permitir confessar que, após dez anos, fui ao Planeta Atlântida. Devidamente acompanhada por dois cavalheiros (nunca estive com tantos homens no Planeta) - Iuri e Mira -, me dirigi à sede campestre da SABA para curtir o "planeta feito pra você, onde a música..."

Eu poderia ser hipócrita e dizer que os shorts das meninas encurtou, que as blusas diminuíram e que elas estão muito mais escandalosas e quiquiqui do que na minha época. 
Mas não é verdade. Segue tudo exatamente igual. Eu usava aquele nadinha de roupa também e corria aos gritos entre os 'planetários', ouvindo praticamente as mesmas bandas. Na verdade, a maior diferença, para mim, foi que não estava chovendo.

Enfim, a indiada toda foi para conferir o show de uns amigos nossos aí. Mas eu preferi a Ivete. :P











Iuri e Paraíba ao fundo












Mira e Paraíba ao fundo











Eu e, err, a camisa do Paraíba ao fundo












Maria Paula e eu - Ivete ao fundo

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Maroca

Então que o senhor meu esposo, o Filipe Maia, não é lá muito dado a romantismos. Na verdade, dizer que ele não é muito dado é generosidade minha. Simplesmente não passa pela cabeça dele investir qualquer esforço SÓ para ser romântico. 

Explico. Não é que ele ache uma bobagem, ele somente é indiferente a este tipo de comportamento. Se eu parar agora, por exemplo, para pensar em quantas vezes ele fez alguma coisa nesse sentido nos últimos quatro anos e meio, é bem provável que eu lembre de todas. Uma delas, com certeza, foi quando ele me dedicou uma música durante um show. Sim, é nesse nível. Ele é músico, faz show toda semana e, até hoje, dedicou UMA música para mim.

Mas, enfim, fora este meu comportamento pentelho aqui hoje, não é algo que REALMENTE me incomode. Ele sabe que eu apreciaria um arroubo romântico vez que outra, então tenho certeza que ele me surpreenderá algumas vezes ainda.

Mas, como eu não creio TANTO assim na humanidade, resolvi dar uma força para o romântico que pode existir dentro do Filipe.  De presente de um ano de casados (no papel, no último dia 10 de janeiro), pedi que ele me dissesse que música eu seria. Tipo "se eu fosse uma música, seria qual?"

Dei dois dias para ele escolher e a resposta foi essa aí:

maroca (mundo livre s/a)

Ainda que eu tenha que roubar
Todas as flores do campo
Ainda que eu tenha que torrar
Minha paciência
Minha compreensão
Minha inteligência
Até meu ultimo tostão com ela
Ela sempre será a dona do meu...
Maroca, Maroca
Não é fácil, não é nada fácil amar
Uma vênus bailarina
Que em suas fugas noturnas atormenta
Os corações mais tímidos e solitários
Agora só me resta roubar...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Julia. Ou Alex

Só para contar que não tenho mais uma filha chamada Julia. Agora ela se chama Alex. Sim, o leão dançarino de Madagascar. Desde sexta-feira, por algum motivo desconhecido por nós, toda vez que chamamos por ela, ouvimos a resposta:

- Eu não sou Julia (princesa, minha linda, amor e todas as variações possíveis pela qual a chamamos eventualmente), sou o Alex (pronunciado por ela como alécssi)!

Então ela ruge, canta I like to move it e Eu me remexo muito (sim, nas versões em inglês e português).

Fosse só isso, ainda vá lá, mas ela resolveu que todos nós somos personagens também. O Arthur, namorado da minha mãe, é a zebra Marty. Minha mãe e minha sogra se revezam no papel da hipopótama Glória e meu cunhado é a girafa Melman. Eu era um dos pingüins, mas agora fui elevada a categoria de mãe do Alex. O Filipe ainda é apenas um pingüim.

Enfim, torço para que seja apenas uma brincadeira de longa duração e que ela não desenvolva nenhum transtorno de personalidade. Tipo, não estou apta a criar um leão.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Dirvertiu-me

A Marie que deu a dica e eu, como boa cobaia internética que sou, fui conferir. Gostei e resolvi me juntar. A pergunta é se você consegue se definir através de cinco marcas. Eu tentei. Taí o resultado:


















Adorei o press agent, embora não seja a tradução mais utilizada para assessor de imprensa. 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Ainda estou ouvindo

Mas, por hora, estou achando TÃO legal essas meninas do The Pierces. Indicação do Fabiano Goldoni, via Twitter - esta nova ferramenta de comunicação que vem despertando uma certa polêmica bem boba entre grupos de amigos meus.

Voltando ao que interessa, gostei do que ouvi (especialmente Lights On), e gostei ainda mais quando descobri que já é trilha de Gossip Girl (Secret). Sim, o momento superficial menina-mulherzinha não passou, nem passará tão cedo. Percam (todas vocês, leitorinhas) e cliquem no 'play'.




"Ouvam" também no My Space das moçoilas: http://www.myspace.com/thepierces




terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Desculpe a ausência

Fui ali no Rosa, mas já voltei.

Mais notícias em breve.