terça-feira, 10 de novembro de 2009

Para o Lolon

Porque o Solon resolveu dar de psicanalista e dizer que eu deveria analisar a razão de manter o meu blog como http://daassessoria.blogspot.com não trabalhando mais na área, resolvi trocar de casa. Já que o Vavo não lê mais aqui, nem vai perceber que mudei. Uhu!

Atendendo quase que completamente às suplicas do sábio grão (wordpress ainda não), estou agora nohttp://annamarthasilveira.blogspot.com. Porque aí, assim, posso até mudar de profissão de novo, mas de nome eu não mudo mais.

sábado, 7 de novembro de 2009

Sim, eu gosto. Desculpa

Na semana que passou, completei quatro meses na firma nova. No início, quase toda semana, alguém me perguntava se eu estava gostando. Nada mudou, vários colegas ainda perguntam. Mas o tom mudou. Alguns perguntam quase colocando um 'ainda' no princípio da frase. Para não constranger essas pessoas, que esperam que eu entre para o time dos insatisfeitos, eu adotei uma resposta padrão "sim, estou adorando. desculpa".
É que o normal (em quase todo o lugar) é reclamar. "Trabalhamos muito, ganhamos pouco, os chefes não entendem, os processos são burros". É o que eu chamo de eterna insatisfação. Claro que é um direito inalienável (@rodrigomuzell) reclamar da firma (qualquer uma). Já reclamei muito também e continuo reclamando. (vou continuar celebrando o óbvio neste post. se cansou, melhor mudar de blog). O meu problema é com pessoas que SÓ reclamam.
É aquela criatura para quem nada nunca está bom, para quem todos os chefes e superiores são burros demais para compreender sua genialidade. O mais legal é que esse tipo de atitude sempre vem acompanhado de uma inércia absurda para mudar de emprego, setor etc. Conheço gente que está há ANOS dizendo o quanto odeia sua vida profissional (e pessoal também), mas continua exatamente no mesmo lugar.
Só posso concluir o seguinte: ou não é TÃO ruim assim ou a pessoa realmente tem problemas a tratar. Porque se submeter a uma tortura diária por tanto tempo quando a mudança depende exclusivamente de ti é bem doente. Sendo a primeira opção (de que não é tão horrível), acho uma belíssima sacanagem (consigo e com os ouvintes, além da firma, é claro). Assim, não mente. É feio e faz o nariz crescer.
Enfim, essa foi a conversa do almoço de hoje, que o meu genial esposo finalizou com a seguinte frase: "essas pessoas precisam de problemas e prazeres reais, como pagar a creche e buscar o filho na escola, que é para parar de ficar se lamentando e se ocupando com bobagem".
Talvez.

domingo, 1 de novembro de 2009

A/C mãe

Daí que, como todos sabem, minha mãe é psicóloga e blablabla. Aquela coisa de querer me fazer pensar sobre o que está por trás de cada frase ou de cada decisão. Eventualmente, tédio. Aí, quem aniversariou fui eu, mas quem ganha o presente é a dona Tônia. Mãe, encontrei a resposta para uma das dúvidas que mais te aflige desde os meus 15 anos: "qual a minha necessidade de ficar tatuando o corpo?".

Quem não tem paciência para interpretações e análises, por favor, pare por aqui. Juro que estava sóbria quando cheguei à conclusão que explicarei abaixo.

Então, como disse certa vez meu digníssimo esposo, uma coisa que me deixa com medo e apreensiva é a passagem dos anos. Não é exatamente um medo de envelhecer e tals, mas sim um desconforto em saber que é definitivo e não dá para voltar. Algo que me parece inacreditável: eu nunca mais vou ter 17 anos de novo. NUNCA MAIS. Sacou? Parece óbvio, e é, mas pensar sobre o assunto me assusta um muito.

Então, pensando sobre isso durante a minha última sessão de tatuagem ( no dia 23), veio a luz. O que me leva, desde os 15 anos, a tatuar de tempo em tempo, quase que anualmente, o meu corpo (@toniaduarte)?

A tatuagem, mais naquele tempo do que hoje, tem um caráter definitivo. Tipo, NÃO DÁ pra voltar atrás. Tatuou? Fodeu? Ficará ali para sempre. Ok, tem procedimentos atualmente, que devem evoluir até retirarem com perfeição todas as marcas? Beleza. Também acredito que conseguirão criar a máquina do tempo ou que o Super Homem vai fazer a Terra girar ao contrário para voltarmos uns aninhos.

Finalizando. Mãe, talvez a minha necessidade de tatuar o corpo seja uma tentativa de lidar melhor com o definitivo, com caminhos sem volta, tais como o tempo. É um conselho que amigos em crise sempre ouvem de mim: nada é definitivo, não temos como controlar o ponto final das coisas.

E é verdade, não encaro nada como uma "decisão definitiva", menos as tatuagens e a Julia. Os desenhos escolhidos por mim talvez também sejam uma forma de lembrar dos meus 15, 16, 18, 19, 20, 22, 26, 27 e sabe-se lá quais mais eu vou resolver marcar dessa forma. Mas prometo não ficar assim: